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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Recalculando seus projetos.


Hoje eu vou continuar falando um pouco sobre a importância das amostrinhas, mas em um enfoque diferente.

Uma questão que me intriga é que todas as receitas que eu leio, sugerem que a agulha seja trocada em caso de a amostra ficar maior ou menor do que o indicado.

Porém, eu não acho que essa é uma boa opção, pois os pontos poderão ficar mais abertos, dando um aspecto não tão bonito à peça, ou muito fechados, o que pode, dependendo do fio, dar menos maleabilidade ao trabalho.

O que eu faço é redimensionar a receita.

Dá mais trabalho, com certeza, mas o resultado final é infinitamente melhor.

Para aquelas que nem imaginam como começar a medição, não precisam mais ficar frustradas! Basta apenas um lápis, um pedaço de papel e noções básicas de matemática.

Exemplos práticos valem mais do que mil palavras para mim, por isso, acho que o exemplo abaixo será suficiente para dar um upgrade no seu tricô!


BLUSA CARMEL

Essa blusa foi gentilmente cedida pela Pingouin, e eu irei usá-la como nosso exemplo prático.




Passo 1: o primeiro passo é saber quantos pontos, por quantas carreiras, a receita informa na amostra. No nosso caso, iremos tricotar 18 pontos, por 25 carreiras.


O tamanho da agulha deve ser a que melhor se adapta ao fio que iremos usar.



Vamos supor que o nosso quadradinho de 18 pontos por 25 carreiras, ao invés de dar 10cm x 10cm, resultou em 5cm x 5cm.

Passo 2: com esses valores em mãos, já podemos fazer a adaptação necessária de diversas formas. A que eu acho mais fácil, é através do gráfico:


Vamos pegar a base da blusa, que mede 43 cm (5cm + 33 cm + 5 cm).

         
5 cm   -> 18 pontos
43 cm ->  x pontos

5x = 18 x 43

5x = 774

x = 774/5

x= 154,8


Se em 5 cm temos 18 pontos, em 43 cm temos 154,8 pontos, ou seja, 155 pontos. 


Essa conta pode ser aplicada em todo o esquema, possibilitando que você a tricote em qualquer fio que quiser, dos mais grossos, ao mais fininhos.


Dica deste post: gaste um pouquinho mais de tempo nos cálculos de sua peça, pois o resultado final valerá à pena, além de esta técnica abrir um leque de novas possibilidades quanto ao material utilizado.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Mão viciada.

Uma das coisas mais importantes de um projeto é a amostrinha. Com ela podemos confirmar se a tensão do fio está correta e a quantidade de pontos indicada na receita corresponderá ao tamanho desejado do projeto.

Mas não é apenas isso.

As nossas mãos, por mais experientes que sejam, podem mudar a tensão, se passarmos de um projeto para o outro.

Em alguns casos, essa mudança não é muito sentida, principalmente por causa do fio usado. Quanto mais encorpado, mais difícil de a tensão ser alterada.  

Eu estou com 4 projetos nas agulhas: uma manta e três casaquinhos para bebê.

Eu comecei com a manta, pois foram os novelos dela que chegaram primeiro. Eu usei a agulha de 4.0mm, mas deixei os pontos bem soltinhos, ou seja, coloquei pouca tensão no fio.


Quando os outros novelos chegaram, eu não me aguentei e comecei o casaquinho laranja!

Eu não estava gostando de como o ponto estava ficando e então, decidi usar a mesma agulha de 4.0mm, porém aplicando mais tensão ao fio.

Nessa semana eu voltei a fazer a manta e hoje, quando eu completei mais um diamante, notei a diferença entre o que fiz antes do casaquinho laranja e depois.




Quando fiz a medição, não acreditei que a diferença entre um diamante e outro chegou a 1 centímetro.


São essas horas que a gente respira fundo e deseja poder voltar no tempo, para não ter que perder dois ou três dias de trabalho.                                    

A minha dúvida é desfazer só a parte que está menor, ou começar tudo de novo. 

Dica desse post: não deixe a sua peça pela metade, a não ser que você tenha muita perícia ou sempre use a mesma tensão entre os seus projetos em andamento.