segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Ovelha olímpica.



Quando eu li essa reportagem, eu não pude deixar de postar aqui.

Na Nova Zelândia, a querida terra de Senhor dos Anéis, Último Samurai e até mesmo Nárnia, um grupo de fazendeiros defendem que a tosquia das ovelhas deveria ser incluída como uma nova categoria nas Olimpíadas de Londres.

Hoje em dia, já há competições para esse "esporte", mas sinceramente, eu fico imaginando como os animais seriam tratados na hora dessa tosquia contra o relógio.

E eu não digo isso às escuras. Eu já fui a um legítimo Woolshed australiano e não é fácil tosquiar as pequenininhas! Os tosquiadores são muito hábeis e evitam estressar ou machucá-las.

Mas é meio perturbador imaginar que a manipulação de outro ser vivo possa virar um esporte olímpico.  Elas não são um pedaço de prato, que você pode arremessar, ou uma bola que pode ser jogada de um lado para o outro. É uma vida!

Eu cresci em cidade grande, e ver uma galinha sendo acariciada segundo antes de torcerem seu pescoço, me marcou para o resto da vida. Assim como abaterem o boi que eu mais gostei para demonstrarem apreciação por mim.

Eu sempre digo que se eu tivesse que matar minha própria comida, eu seria vegetariana!

Cada um é cada um. O meio em que a gente cresce muda muito nosso ponto de vista. Eu tenho um coração de manteiga e sofro muito só de pensar que existam pessoas que machucam gatos ou cachorros por pura maldade.

Manipular qualquer tipo de vida é uma responsabilidade enorme, e em um primeiro momento, eu não acho que deveria ser considerado um esporte. 

Imaginem que uma raça alienígena nos domine e comecem a nos usar para "touradas" ou para qualquer outras atividades que nós fazemos com os animais. Imaginem que eles não achem isso crueldade porque nós não temos sentimentos, não somos racionais no ponto de vista deles....

Imaginaram?!





segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Especial fios: naturais x sintéticos.


Quem é que não gosta de entrar em uma loja e escolher o próximo fio que vai utilizar no novo projeto?! São tantas cores, marcas, espessuras, que a gente acaba até perdendo o foco e se não prestar atenção, acabará comprando mais novelos do que realmente precisa.

Recentemente eu passei a me interessar pelas fibras, e gostaria de compartilhar com vocês minhas impressões sobre esse tema.
Hoje, eu vou falar um pouquinho sobre as diferenças entre os fios naturais e sintéticos.


FIBRAS NATURAIS

As fibras naturais são aquelas obtidas de plantas, animais ou processos geológicos.
No tricô, as fibras utilizadas são a lã, a seda, o algodão, o bambu e eu já até encontrei novelos feito com a fibra da folha de maconha, milho e soja.
Em relação à lã, essa pode ser retirada de carneiros, bodes, lhamas e alpacas, sendo que o pelo passa por todo um processo para se transformar no novelinho que tanto amamos!
A lã merino é tosquiada, para quem está se perguntando, de carneiros da raça Merino, que são animais reconhecidos por terem a lã mais nobre para vestimentas. Eles são originários de Portugal e da Espanha, porém, hoje em dia temos diversos rebanhos em outros países, com destaque para a Austrália. O Brasil também já comercializa o fio merino.

Vantagens das fibras naturais:

1. Com certeza, a qualidade e a durabilidade do material, principalmente da lã. Para vocês terem uma idéia, arqueólogos encontram, até hoje, resquícios de roupas feitas de linho e lã há milhares de anos.

2. O toque do fio e o resultado final que ele deixa na peça.

3. Os fios mantém o calor do corpo.

Desvantagem das fibras naturais:

1. O preço. Definitivamente!

2. algumas fibras não são tão macias ao toque.

3. Maior cuidado na lavagem. Aqui eu faço uma observação: várias marcas já desenvolveram técnicas para possibilitarem a lavagem das fibras naturais à máquina. 


FIBRAS SINTÉTICAS

As fibras são feitas pelo homem e empregadas no tricô, sendo as mais comuns o acrílico e o nylon.

Vantagem dos sintéticos:

1. Sem sombra de dúvidas, a primeira vantagem que eu vejo nos fios sintéticos, é o preço - eles são bem mais baratos que os fios naturais de boa qualidade, o que permite que a arte do tricô seja acessível a todas as tricotadeiras. 

2. A maioria dos fios sintéticos podem ser facilmente lavados à máquina.

Desvantagens dos sintéticos:

1. Muitos fios não possuem elasticidade, e depois de muito usados, ficam com um aspecto de alargados.

2. Peças feitas com esse material não são muito boas para manter o calor do corpo, principalmente se estiverem molhadas.

3. Os fios são altamente inflamáveis e aderem ao corpo, queimando a pele (espero que isso nunca seja um problema!!).


MINHA OPINIÃO

Eu sou da opinião de que se vamos levar tanto tempo e fazer com tanto suor uma peça que as máquinas hoje em dia fazem em minutos, que as nossas obras se destaquem pela qualidade dos fios.

E por causa disso, estou desenvolvendo cada vez mais, uma certa paixão pelos fios naturais!

As peças que estou fazendo são para bebê e eu comprei tanto fios sintéticos, quanto naturais. 

Os fios 100% sintéticos apresentam uma certa resistência, uma elasticidade que me faz lembrar de plástico (claro!), o que não me agrada.

Há fios, todavia, com uma mistura de fibra natural e sintética que me surpreendem pela qualidade:  a mistura perfeita da qualidade com a praticidade.

Outro fator que vocês devem ter em mente, é se a peça que estão fazendo é definitiva, ou apenas um treino. Se vale à pena gastar um pouquinho a mais nela, porque é de uso pessoal, ou se ela será feita para revenda a um preço mais em conta etc.

Mas afinal, qual fio eu uso?!

Não se preocupem, ao passo que for usando os fios, eu farei um review deles, dando uma idéia melhor de quais são bons, ou não, para serem trabalhados, no meu ponto de vista. 




quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Especial estilo de tricô: uma combinação de estilos!


No post anterior, falamos um pouquinho sobre dois principais estilos de tricô: o Britânico e o Continental.

Porém, eles não são os únicos, principalmente porque as formas de se tricotar obtendo o mesmo resultado, são incontáveis!

Hoje eu vou falar um pouco do estilo Combinado.

ESTILO COMBINADO

O estilo Combinado, como o próprio nome diz, mistura as técnicas do tricô oriental, com as do tricô ocidental (estilos Continental e Britânico).

Esse estilo ficou muito conhecido com a escritora e artesã Annie Modesitt, em seu livro "Confessions of a Knitting Heretic". Antes dela, o Tricô Combinado também foi mencionado por Mary Walker Phillips,  em 1961 e, é claro, Elizabeth Zimmermann!

A diferença nesse estilo está na forma em que fazemos o ponto de tricô e como a agulha entra no ponto meia.

Esse estilo é conhecido por ser mais rápido e fácil, além de deixar os pontos mais homogêneos, sendo até confundidos com os de máquina.

Será?!

PONTO TRICÔ

No ponto tricô, o mais ensinado é passarmos o fio por cima da agulha direita, e depois pegar o fio por baixo:

No estilo Combinado, o fio é passado por de baixo da agulha:


                                      


PONTO MEIA

Normalmente, o ponto meia é feito se inserindo a agulha direita pela frente da agulha esquerda, dessa forma:

                                           


No estilo Combinado, vocês irão notar que ao tentar inserir a agulha pela frente, o ponto oferecerá uma certa resistência. Já, inserindo agulha por trás, o fio irá abrir normalmente: 

                                                    

É por isso que o ponto meia, nesse estilo, é feito inserindo-se a agulha por trás:


Caso o ponto meia for executado pela frente, a peça apresentará um desenho torcido, também conhecido como ampulheta:


CONCLUSÃO

Eu experimentei todos os estilos, e acabei criando um meu próprio, muito próximo do estilo Combinado, que ainda postarei aqui. 

Esse estilo é realmente fantástico e deixa os pontos bem uniformes. Vale à pena experimentar!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Novos tutoriais saindo do forno!


Estou preparando com muito carinho alguns tutoriais sobre os estilos, mas eles estão tomando mais tempo do que eu havia imaginado.


Mas não se preocupem, amanhã postarei o primeiro e o mais curioso deles: o estilo combinado.

Há quem defenda que esse é o estilo mais rápido, que menos cansa e os pontos saem tão perfeitos que tem gente que confunde com o ponto de máquina.

Será que é verdade?!

Amanhã, eu trarei essas e mais curiosidades.

Até lá!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Especial estilo de tricô: destra ou canhota?!




Vocês sabiam que não é apenas na escrita que podemos ser destras ou canhotas?
No tricô também temos essa distinção, mas nós conhecemos pelo nome do estilo: Britânico ou Continental.

Muitas acham que por serem destras na escrita, serão também destras no tricô, o que já se foi comprovado ser um grande equívoco.
O fato de usarmos a mão esquerda ou a direita para tricotarmos, sofre influência direta de quem está nos ensinando.

No caso de quem se arrisca em uma aventura solitária no mundo do tricô, como eu, acaba aprendendo através de tentativa e erro. Eu experimentei os dois estilos e logo nas primeiras laçadas já escolhi o meu.

No estilo Britânico, também chamado de Americano, seguramos o fio na mão direita e usamos essa mesma mão para dar a laçada em volta da agulha.

Estilo Britânico ou Americano
Fonte: EZ

Já no estilo continental, o fio é segurado na mão esquerda e a agulha direita faz todo o trabalho de "pescar" o fio.

Estilo Continental
Fonte: EZ

Portanto, quem tricota no estilo Britânico ou Americano é considerada uma tricotadeira destra, e no Continental, canhota.  

E você? É uma tricotadeira destra ou canhota?!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Recalculando seus projetos.


Hoje eu vou continuar falando um pouco sobre a importância das amostrinhas, mas em um enfoque diferente.

Uma questão que me intriga é que todas as receitas que eu leio, sugerem que a agulha seja trocada em caso de a amostra ficar maior ou menor do que o indicado.

Porém, eu não acho que essa é uma boa opção, pois os pontos poderão ficar mais abertos, dando um aspecto não tão bonito à peça, ou muito fechados, o que pode, dependendo do fio, dar menos maleabilidade ao trabalho.

O que eu faço é redimensionar a receita.

Dá mais trabalho, com certeza, mas o resultado final é infinitamente melhor.

Para aquelas que nem imaginam como começar a medição, não precisam mais ficar frustradas! Basta apenas um lápis, um pedaço de papel e noções básicas de matemática.

Exemplos práticos valem mais do que mil palavras para mim, por isso, acho que o exemplo abaixo será suficiente para dar um upgrade no seu tricô!


BLUSA CARMEL

Essa blusa foi gentilmente cedida pela Pingouin, e eu irei usá-la como nosso exemplo prático.




Passo 1: o primeiro passo é saber quantos pontos, por quantas carreiras, a receita informa na amostra. No nosso caso, iremos tricotar 18 pontos, por 25 carreiras.


O tamanho da agulha deve ser a que melhor se adapta ao fio que iremos usar.



Vamos supor que o nosso quadradinho de 18 pontos por 25 carreiras, ao invés de dar 10cm x 10cm, resultou em 5cm x 5cm.

Passo 2: com esses valores em mãos, já podemos fazer a adaptação necessária de diversas formas. A que eu acho mais fácil, é através do gráfico:


Vamos pegar a base da blusa, que mede 43 cm (5cm + 33 cm + 5 cm).

         
5 cm   -> 18 pontos
43 cm ->  x pontos

5x = 18 x 43

5x = 774

x = 774/5

x= 154,8


Se em 5 cm temos 18 pontos, em 43 cm temos 154,8 pontos, ou seja, 155 pontos. 


Essa conta pode ser aplicada em todo o esquema, possibilitando que você a tricote em qualquer fio que quiser, dos mais grossos, ao mais fininhos.


Dica deste post: gaste um pouquinho mais de tempo nos cálculos de sua peça, pois o resultado final valerá à pena, além de esta técnica abrir um leque de novas possibilidades quanto ao material utilizado.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Com qual agulha eu vou....


Eu tenho uma fraqueza: adoro bugigangas fofas!

E com as minhas agulhas não poderia ser diferente.

Passei o dia navegando na Internet, buscando dicas das melhores e mais diabéticas agulhas do mercado.

AGULHA RETA OU CIRCULAR?

Aqui, ainda temos a cultura de que a agulha circular é para fazer trabalhos circulares, enquanto a reta, para trabalhos abertos. Mas ser tricotadeira é também ser criativa, inovar e eu não consegui entender, de início, porque existem agulhas retas.

Na minha humilde opinião, as agulhas retas só existem por questão de costume, de uma herança das nossas avós, que aprenderam das mães e assim por diante.

A realidade é que o ser humano se adapta a tudo, o difícil é sair da zona de segurança!

Eu quis começar do que eu achei ser o mais lógico e econômico: agulhas circulares intercambiáveis. E não me arrependo! É possível fazer uma infinidade de arranjos: agulhas de 4.0mm com um fio de 60 cm, a mesma agulha com um fio maior, o mesmo fio com outra agulha, ou seja, o que a receita e a necessidade pedir.

QUAL MARCA?

As agulhas da KnitPro me fizeram tremer na base! Elas são lindas e práticas. Por motivo de direito autoral, em alguns outros países, como nos Estados Unidos, elas também são conhecidas como KnitPic.

O difícil foi segurar o coração por 3 semanas - o prazo da importação. Mas a espera valeu à pena.

O que me chamou muito a atenção para essas agulhas, foram os comentários de outras compradoras em relação ao encaixe da agulha com o fio e a ponta diferenciada.

É difícil explicar a diferença dessas agulhas para outras mais simples, só tricotando para saber. Mas eu te garanto que nunca mais volta para as velhinhas!

Outra observação que eu acho importante é quanto a ponta da agulha.  Se você tricota com os pontos mais apertados, invista em agulhas maIs "pontudas", como a KnitPro. Já se os seus pontos são mais soltinhos, a Addi também é uma boa opção.


MADEIRA, ACRÍLICO OU METAL?

Eu também li bastante sobre qual material começar: madeira, acrílico ou metal.


As agulhas de madeira da KnitPro são fantásticas e deslizam muito bem, sem deixar os pontos das mãos mais inexperientes caírem. As agulhas de acrílico seguram mais o trabalho, sem contar que são lindas, mas pessoalmente, eu não gostei.



Depois de alguns meses criei coragem e importei algumas agulhas de metal.

No início, a mão queria voltar para as agulhas de madeira, mas bastou algumas carreiras para eu me acostumar.

Hoje, eu não troco as de metal por nada!

Elas deslizam de uma forma fantástica, sem deixar a mão tão cansada. Sem contar no encaixe perfeito com o fio, pois, enquanto a de madeira e acrílico possuem a base de níquel para o encaixe, a de metal é uma peça inteiriça de níquel.


QUAIS TAMANHOS EU COMPRO PRIMEIRO?

O que eu fiz, foi primeiro escolher o que eu queria tricotar, para depois comprar o material necessário.

Para aprender, eu decidi tricotar uma manta para sofá que havia visto em um site, um gorro e uma case para notebook.

Minhas primeiras agulhas foram: uma reta de 25mm (enorme!!), duas intercambiáveis: uma de madeira de 5.0mm e outra de acrílico de 9.0mm; e uma de ponta dupla, de 6.0mm.

Hoje em dia, estou tricotando muitas roupinhas para bebê, o que me exige ter, pelo menos, agulhas 3.0mm e 4.0mm.

Para a maioria dos trabalhos, usaremos as de 4.5mm, 5.0mm e 5.5mm.


CONCLUSÃO

A dica que eu deixo nesse post é: nós conseguimos tricotar até com hashis, aqueles palitinhos de comida japonesa, e eu falo isso por experiência própria!

Mas se você tiver condição, invista em boas agulhas, pois elas são o seu instrumento de trabalho. Eu estou longe de ter todas as que eu quero, mas tenho as principais.

Preste muita atenção no formato da ponta da agulha.

Assim como um engenheiro terá dificuldades para fazer cálculos complexos em uma calculadora de bolso, nós também teremos muita dificuldade em apresentar um bom trabalho com agulhas de baixa qualidade.

Escolha a sua e bom tricô!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Pequenas correções: desfazendo os pontos.

Sabe aquelas vezes em que você se distraiu e fez alguns pontos errados?

Eu fiz um pequeno tutorial tentando explicar qual é o modo mais seguro de desfazê-los.

espero que vocês gostem!


Soltando um ponto em meia:

 Passo 1: sem soltar o ponto errado da direita, insira a agulha da esquerda por de trás do ponto da carreira anterior.

Passo 2: deslize o ponto "pescado" pela agulha esquerda para um ponto seguro da agulha.

Passo 3: agora que está seguro, prenda o ponto com o dedão e solte o ponto da direita.


Soltando 2 pontos juntos em meia:

Passo 1:  sem soltar o ponto errado da direita, insira a agulha da esquerda por de trás dos dois pontos da carreira anterior. Observe que os pontos que devem ser "pescados" se parecem com uma trança.


Passo 2: deslize os pontos "pescados" pela agulha esquerda para um ponto seguro da agulha.

Passo 3: agora que está seguro, prenda os pontos com o dedão e solte o ponto da direita.

O seu trabalho está corrigido e pronto para prosseguir!




Mulheres que revolucionaram o tricô: Elizabeth Zimmermann.


O tricô, assim como quase tudo na vida, está sempre evoluindo, se reinventando.

E uma das mulheres que mais contribuíram com o aprimoramento das técnicas de tricô é Elizabeth Zimmerman. Quanto mais eu leio sobre sua história, mais admiração e respeito tenho a ela.

EZ, como era carinhosamente chamada, era conhecida pela suas fórmulas matemáticas para o cálculo dos projetos, principalmente suéteres.

Sua marca registrada era tricotar uma peça com o mínimo de costura necessária, mas sem perder o estilo!

Um desses suéteres, que se tornou muito conhecido, foi o "Surprise baby Jacket". Abaixo, é possível se ter uma idéia de como ele é executado em uma só peça. 


Ela também foi a responsável por disseminar o estilo continental nos Estados Unidos, bem como ser árdua defensora das agulhas circulares.

Sua personalidade carismática inspirava a todas as tricotadeiras e uma das maiores lições deixadas por ela era ser mais intuitiva em relação ao tricô, ao invés de seguir as receitas à risca. 

Ela nos deixou em 1999, mas seu legado foi preservado em seus preciosos livros: Knitting Without Tears, Knitter's Almanac; Knitting Workshop; Knitting Around; The Opinionated Knitter: Elizabeth Zimmermann Newsletters 1958-1968. 

Infelizmente, ainda não há a tradução oficial deles para o Português, e em meio digital, apenas o Almanaque foi publicado.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Agulhas de Itu!

Continuando nossa conversa de ontem, gostaria de mostrar a vocês como é possível fazer projetos rápidos e muito bonitos utilizando agulhas grandes.

Elas variam de 15 mm a 27 mm e os projetos que mais utilizam essa numeração, são as mantas e tapetes.

Infelizmente, ( e essa será uma crítica que farei muito neste blog) no Brasil só achei até 20 mm e com dificuldade. Essas numerações são difíceis de serem encontradas e as agulhas não são atraentes.

Eu importei a minha, da Extreme Knitting, que é feita de madeira polida. Ela é ótima, mas precisa de muito cuidado, pois basta uma simples queda para afundar o material.

Uma dúvida que pode surgir: e o fio?

De novo, aqui no Brasil não há fio, pois o mercado das agulhas grandes é extremamente escasso, mas da mesma forma, lá fora, as opções são muito poucas e caras. 

Por quê?!

A resposta é bem simples: quando tricotamos com vários fios juntos, o resultado do trabalho é muito bom, e dependendo da tensão usada, sequer conseguimos notar que há vários fios sendo tricotados ao mesmo tempo. Da mesma forma, podemos brincar com diversos fios diferentes, variando as cores, as texturas, ou até mesmo os dois ao mesmo tempo.

Eu recomendo um pouco de paciência, no início, para se acostumar a esse tipo de tricô, pois todos os movimentos exigem mais da gente, nos fazem parecer desengonçadas! Porém, não se preocupem - como eu sempre digo, nós nos acostumamos a qualquer coisa, basta um pouquinho de prática!

Pessoalmente, eu acho o tricô feito com agulhas grandes uma ótima opção para se tricotar peças rápidas e elegantes.

Deixo para vocês, algumas peças como idéia. Como vocês podem ver, a técnica é simples, basta apenas saber o tricô e a meia. O charme está, basicamente, no tamanho do ponto.

A imaginação é o limite!







segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Tricô na mídia: Rapunzel.


O tricô está cada vez mais em destaque, porém, são raras as vezes que vemos uma cena de filme ou série que retrata fielmente a nossa querida arte.


Graças a Barbara Pushies, membro do time que produziu a animação Enrolados (Tangled), em 2010, a nova princezinha da Disney é perita no assunto e nos encanta em cada laçada.

Para quem ainda não viu, ou não reparou nessa cena, vale à pena revê-la!

domingo, 1 de janeiro de 2012

2012

Os últimos dois anos me fizeram crescer, como ser humano, de uma forma que eu nunca poderia imaginar.

Tenho muitos sonhos e não tenho mais medo de persegui-los.

Espero, nesse ano, dar pelo menos alguns passos em direção a eles!

Que vocês tenham sonhos e que seus sonhos sejam realizados!

E o mais importante: muito tricô para todas nós!!